"As diferentes formas de vida requerem um ritmo de repouso. Há um ritmo em
nossa atividade de despertar e a necessidade que o corpo tem de dormir. Há um ritmo na maneira pela qual o dia se dissipa na noite, e a noite, no amanhecer. Há um ritmo quando
o crescimento ativo da primavera e do verão é acalmado pela necessária dormência do outono e do inverno. Há um ritmo nas marés, um diálogo profundo e eterno entre a terra
e o grande mar. Em nosso corpo, o coração descansa perceptivelmente após cada batida vitalizadora; os pulmões descansam entre a exalação e a inalação.
Perdemos de vista esse ritmo essencial. Nossa cultura supõe invariavelmente que a ação e as consecuções são melhores do que o repouso; que fazer algo - qualquer coisa - é melhor do que não fazer nada."
[Wayne Muller, Sabbath, Nova York: Bantam, 1999, 7-8]
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