Era domingo, 17 de julho, e no relógio do pessoal o ponteiro maior estava em cima do 7 e o menor tinha passado um pouco do 5. Os amigos, reunidos dentro de uma kombi, se dirigiam ao Gigante da Beira-Rio para o momento que marcava o encerramento das comemorações de um fim de semana inteiro. Já no estádio, enquanto os jogadores da Seleção perdiam um penalti atrás do outro, procuravam pelos melhores lugares disponíveis.
Começou o jogo! Inter e São Paulo se enfrentando mais uma vez. Misturados à torcida colorada estavam os 8 amigos: 4 gremistas, 3 colorados e, claro, 1 sãopaulina! Todos na torcida do Inter? Sim! Internamente, gremistas torciam para que Inter perdesse e a são-paulina para que o São Paulo socasse! Externamente, por vários momentos foi possível ver pelo menos 7 deles com a mão para cima entoando em uníssono: "Inter, estaremos contigo, tu és minha paixão, não importa o que digam sempre levarei comigo"... [O Isa jamais canta/cantará hinos do Inter. Ele pediu que registrasse.]
Começou o jogo! Inter e São Paulo se enfrentando mais uma vez. Misturados à torcida colorada estavam os 8 amigos: 4 gremistas, 3 colorados e, claro, 1 sãopaulina! Todos na torcida do Inter? Sim! Internamente, gremistas torciam para que Inter perdesse e a são-paulina para que o São Paulo socasse! Externamente, por vários momentos foi possível ver pelo menos 7 deles com a mão para cima entoando em uníssono: "Inter, estaremos contigo, tu és minha paixão, não importa o que digam sempre levarei comigo"... [O Isa jamais canta/cantará hinos do Inter. Ele pediu que registrasse.]
Dezoito minutos do primeiro tempo, uma falta pela direita do ataque do São Paulo. Rivaldo cobra e Casemiro cabeceia abrindo o placar! SILÊNCIO. Não se ouviu comemoração, tampouco a festa interna da são-paulina e as gargalhadas internas dos gremistas. O São Paulo fez mais dois gols na partida e em cada um se repetiu o silêncio dos 15 mil torcedores presentes. Gol sem comemoração é frustrante, gol sem ouvir a explosão da torcida é decepcionante, gol sem rir da cara do rival ao lado é castigo.
Fim de jogo e um esforço para manter a cara de torcedor revoltado/triste ao invés de naturalmente rir daquele monte de derrotados. Naquele dia, assisti o meu time socar o Inter como no melhor sonho, mas não comemorei nenhum gol, não comemorei a vitória. Assisti o jogo certo, torci pro time certo, mas estava na torcida errada.
Não adianta torcer pro time certo, acreditar que seu time é o certo, o melhor, o que vai ganhar... se, na hora da tão esperada vitória, você estiver na torcida do outro time. Não adianta torcer pro time que ganha, na torcida do time perdedor, no lado errado. No meio da torcida adversária você só grita pro time adversário, você perde junto com o time adversário. No meio da torcida adversária, você é confundido com um deles... não vive a vitória, só assiste. E isso está longe de ser verdade só no futebol.
4 comentários:
teleeeee. MUUITO MELHOR DO QUE MUITA HISTÓRIA DE PASTOR POR AÍ! Sério, arrasou heim ;)
Baita reflexão! Eu adorei!
Telê, gostei muito! Faz parar pra pensar... Onde estamos??
Acho que há discursos mais convincentes sobre o verdadeiro EU do ser humano.
Mas, ainda assim, PALMAS, foi uma bela tentativa Telêzinha.
HAHAHA..... (:
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