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terça-feira, 10 de maio de 2011

ULTRA JOVEM

Passavam alguns minutos das 16 horas do dia 10 de maio de 2011 [sim, hoje!] e eu trabalhava em um processo. Numerar, assinar, numerar, assinar ... numerar, assinar [essa é a parte do meu trabalho que desencadeia muitas reflexões, lembranças e tendinites. Ha!]. E, foi entre um número e uma assinatura que, no céu das minhas lembranças, surgiu em letras garrafais: CRUJ. Quatro letrinhas que trouxeram várias outras recordações e muita nostalgia.

Há uns 12 anos, no mesmo horário que as lembranças sugiram, eu estava em uma sala de aula da quinta série sendo chamada de 'telefonamber' e torcendo para que a aula acabasse logo e eu pudesse ir para casa assistir o CRUJ - Comitê Revolucionário Ultra Jovem. A abertura do programa já detalhava como o comitê conseguia 'invadir' a programação chata do SBT para transmitir programação ultra jovem. Invasão concluída, entravam em cena Caju, Maluca, Macaco e Chiclé, com seus incríveis disfarces, notícias interessantíssimas, histórias incríveis e, definitivamente, os melhores desenhos: Timão e Pumba [Hakuna Matata!], Super Patos [Lá vem os Super Patos cheios de açããão...], Marsupilami [Marsupilami vem correndo pela selva mas que caaaauda grande quanta empoooolgação! Cantaaa!], Turma do Pateta [Pateta e Max, a dupla que é demais, amigos de fé - Yeeehhh - com eles tudo vai dar pé...]. Irresistível e imperdível. Eu era presença confirmada na frente da TV das 18h às 19h.

Nesse mesmo ano, uma escolha difícil. Todos os meus novos coleguinhas cantavam ou iriam cantar/fazer teste no Coral Juvenil do IACS e me incentivaram a fazer o teste. Fui fazer. Dias depois, sai a lista com os aprovados. Lá estava meu nomezinho. Abaixo da lista, um recado: "Ensaio inaugural HOJE, às 18h." Meu coraçãozinho gelou, o ensaio era no mesmíssimo horário do CRUJ. Voltei pra aula feliz por ter passado no teste e preocupada com o CRUJ. Vou? Não vou? Acabou a aula e fui com meus colegas rumo ao ensaio. Fomos chegando perto da porta e fui deixando eles passarem à frente. Vou? Não vou? Cheguei na porta, olhei o relógio e concluí que se saísse naquele momento ainda chegaria a tempo da abertura. Respirei.  Olhei para frente, olhei para trás. Respirei novamente e... corri para casa. [HAHAHAHA Giovani e Tia Márcia, se estiverem lendo isso, obrigada por me passarem no teste! Eu quaaase me arrependo por ser a única do pessoalzinho que não cantou no Coral Juvenil.] Registre-se: meses depois tive que escolher entre CRUJ e "Futebol dos Brother" depois da aula e, claro, o CRUJ perdeu. 

Alguém falou algo engraçado no trabalho. Parei de lembrar e rir sozinha para rir com os colegas. Numerei e assinei as poucas folhas que restavam curtindo essa saudade do CRUJ, saudade da infância. Crianças de 2011, não troquem ensaios do coral ou brincadeiras com os amigos por desenhos na TV, porque não existe mais o CRUJ e, muito menos, desenhos legais. Crianças de anos anteriores, se esse post não mudar suas vidas, tomara que as músicas dos desenhos fiquem por 17 dias na cabeça de vocês. [Ha!] E... é isso, pessoal. CRUJ, CRUJ, CRUJ... TCHAU!



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

HISTÓRIAS DO APELIDO

Esse post mudará vidas! A minha porque não contarei a história 600 vezes, bastará dar o link. De quem acha que meu nome é Tereza, Terê ou Terezinha. De quem acha que meu nome é Tele. De quem acha que meu apelido tem acento. De quem acha que é por causa do Tele Santana, sendo eu sãopaulina. E mudará, claro, a vida de quem sempre quis saber de onde surgiu o apelido. A propósito, meu nome é Jossiene. [Aquele velho esquema de combinação dos nomes dos pais: JOSé SImião e marlENE]. Se estão rindo do meu, deviam ver o do meu irmão. Há! Vamos à história.

"Era 17 de fevereiro de 1999, comecinho da tarde. Estava me dirigindo, atrasada, para a sala  da quinta série. Meu primeiro dia de aula no IACS, dois dias depois do primeiro dia do resto dos alunos. Acabávamos de nos mudar de Minas Gerais pra Taquara. [Enquanto te contei isso, cheguei na sala]. Bati na porta, uma professora abriu, dei um passo à frente e ela disse: "What's your name?". [Sim, espertinhos, aula de inglês.] Mais que prontamente, respondi: "My name is Jossiene." Todo mundo que não era professor deu risada. Mas eu ganhei pontos com a teacher! Há! Achei logo um lugar e fingi não perceber que todos os meus coleguinhas olhavam com cara de "Da onde saiu essa louca?". A professora dividiu a turma em quartetos. Daria uma pergunta, em inglês, pra cada grupo, que teria que traduzir e, ainda, responder em inglês. 

Pergunta do nosso quarteto: "What's your telephone number?" Assim que a professora saiu, esquecemos da pergunta e fomos às apresentações. Os meus coleguinhas de grupo estudavam juntos há 2 anos, no caso, eu fui a entrevistada. A professora passaria nos grupos para saber a resposta. E quando a vimos no grupo anterior, voamos pros livros desesperadamente. Quando ela começou a caminhar em nossa direção, disseram: "Enrola ela enquanto a gente acha, ela vai parar do seu lado."  Ela chegou, eu sorri e disse com minha melhor entonação: "What's your telephone number?!!!" [Lá estava eu em nova conversation com a teacher. Há!] E ela, sorrindo orgulhosa, disse: "Veeeery Goood!" Eu repeti a frase com entonações diferentes mais duas vezes e ela repetiu os elogios com palavras diferentes. Até que um colega diz: "A tradução é: Qual é o número do seu telefone?" Após mais elogios, cada colega repetiu a frase: "My telephone number is ..." acrescentando seu número de telefone. Eu, disse a mesma frase, mas inventei um número na hora. Recém mudados, não tínhamos um ainda. [bããã! não contem pra professora!]"

Esse era só o primeiro período. E, claro, meu nome já havia sido esquecido. Quando precisaram me chamar, ouvi: "ô você do telephone number!" [Acharam engraçada toda minha entonação e conversation com a teacher.]  Suspeitei que era comigo, e atendi. Gostaram da ideia. Ficou engraçado. "ôÔ telefonamber!" Eu achava engraçado também. E o "telefonamber" me acompanhou por 6 meses. Ficaram preguiçosos, "telefonamber é muito grande". E então, veio o "Tele". Veio e ficou. Lá se vão 12 anos. Às vezes, tem até mais cara de meu nome. [Não contem isso pros meus papais!] Falando neles, ficaram felizes quando fui trabalhar onde ninguém me conhecia. Mamãe disse: "Agora, finalmente, vão te chamar pelo nome." Sorri! Fui ao primeiro dia no trabalho e, realmente, me chamaram pelo nome. Estranho. Mas, no segundo dia, disseram: "Escuta, a gente pode te chamar de Tele?" Mamãe ainda está administrando essa decepção.

E essa é a história. Para alguns, perde a graça. Para outros, a graça aumenta. Sei lá. Pra mim é engraçado sempre. E gosto. Ah sim, você vai se sentir tentado a me chamar de "telefonamber" pelo menos uma vez nos próximos dias. Fique à vontade. Não será o primeiro.  Mas se estiver na frente da minha mãe e for me chamar, pode chamar de Jossi ou Jossiene. Vai subir enlouquecidamente no conceito dela. Ahh, de nada por mudar sua vida. Há!